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Gustavo Salcedo
Teixeira Mendes
– titular da
chapa
Governança e
Transparência
– venceu, no mês
passado, a
eleição para a
vaga de
participante
ativo no
Conselho
Deliberativo da
FAPES. A chapa
também é
composta por
Rafael Costa
Strauch (1º
suplente) e
Guilherme da
Rocha
Albuquerque (2º
suplente). Já
empossado no CD
da Fundação,
André concordou
em dar a
entrevista
abaixo para o
VÍNCULO.
VÍNCULO –
Apenas 41,4% do
total de
participantes
aptos a votar
participaram das
eleições para os
Conselhos da
FAPES.
Observando-se
que o tema
Previdência tem
tido muita
atenção na mídia
e a FAPES tem
sido fruto de
diversas
discussões, você
acredita que a
participação foi
abaixo do
esperado?
André Salcedo –
O número
apresentado
estava em linha
com o que
esperávamos. Nas
eleições de
2013, a adesão
foi de 39,8%
sobre uma base
menor de
eleitores (4.722
em 2013 versus
4.878 nestas
eleições). Em
pleitos deste
tipo, há
estatísticas que
indicam que uma
adesão em torno
de 20% é
bastante comum.
V –
A eleição
para a vaga de
ativos no
Conselho
Deliberativo
teve resultado
apertadíssimo,
com a sua chapa
– Governança
e Transparência
– vencendo por
apenas seis
votos de
diferença. Como
você viu tal
resultado?
AS –
O resultado
reflete a
qualidade das
duas chapas,
compostas por
pessoas
experientes e
respeitadas no
BNDES. Nestes
casos, conforme
vimos, a decisão
se dá nos
detalhes. A
diferença fez
com que cada um
dos eleitores
percebesse como
cada voto faz a
diferença e que
a participação
de todos é muito
importante.
Agradecemos a
confiança de
todos que
votaram em nós.
V –
No programa da
sua chapa são
elencados três
importantes
desafios para a
próxima gestão
do CD: (i) a
elaboração de
proposta para o
equacionamento
do déficit do
Plano de
Previdência;
(ii) a
sustentabilidade
financeira do
PBB e (iii)
questões
associadas à
falta de
transparência na
gestão da
Fundação. Quais
são as suas
propostas para
enfrentar tais
desafios?
AS –
Respondendo: (i)
observar as
orientações
legais na
proposição do
equacionamento;
(ii) trabalhar
em ajustes no
PBB e na revisão
das premissas
atuariais para
que estas
reflitam de
forma mais
aderente a
realidade do
nosso Plano (a
partir desse ano
elas passam a
ser reguladas
pela IN nº 7 da
PREVIC), bem
como em ajustes
para incentivar
medidas que
aumentem a
eficiência na
gestão dos
ativos e
passivos do
Plano e o custo
administrativo
da FAPES; e
(iii) retomar os
fóruns
periódicos nas
dependências do
BNDES e
contribuir numa
nova formatação
de comunicação
mais objetiva
com os
participantes.
V –
Sua chapa
destacou a
necessidade de
fortalecer e
ampliar os
canais de
comunicação
entre os
Conselhos, a
Diretoria e os
participantes.
Como vocês
pretendem atuar
nesta questão?
AS –
Inicialmente
tentando mudar a
postura de que
conselheiros não
devem se
comunicar com os
participantes. É
dever do ofício
de conselheiro e
gestor da FAPES
prestar contas –
assim como em
outras
instituições –,
observado o
dever de sigilo
que o cargo nos
impõe. Quanto à
Diretoria,
entendo que a
retomada dos
encontros
periódicos
tenderá a
melhorar esta
comunicação.
VÍNCULO –
O que pode ser
feito para
propiciar uma
permanente troca
de informações e
experiência
entre os
conselheiros
eleitos e os
participantes
após as
eleições?
AS –
O movimento tem
que ser
coordenado e
partir dos dois
lados. Além de
retomar os
encontros
periódicos, os
participantes
têm que
participar
destes
encontros.
Lembro-me da
frustrante
participação
numérica no
debate das
chapas promovido
pela AFBNDES.
Acho que não
havia nem 30
pessoas na
plateia.
V –
Há antigos
anseios dos
participantes em
relação a
diversas
questões, porém
três são
particularmente
sensíveis na
visão da AFBNDES:
a falta de
isonomia de
tratamento
provocada pela
"nova
metodologia da
joia"; a
dificuldade
vivida pelos
dependentes que
deixam de contar
com o FAMS; e a
revisão dos
custos dos
financiamentos e
empréstimos na
Fundação. Como
atacar esses
problemas?
AS –
Estas são nossas
prioridades
também, conforme
destacado no
nosso Programa.
A forma de
enfrentá-los é
com diálogo e
serenidade para
construir as
soluções que
melhor atendam
os
participantes.
Por sermos um
colegiado,
necessariamente
as soluções
passam pela
priorização e
aprofundamento
dos debates
sobre estes
temas.
V –
Está em
funcionamento,
desde o fim de
2014, o Fórum de
Previdência,
criado pela Área
de Recursos
Humanos do
Banco. Como você
sabe, a proposta
dos empregados é
a de uma "Mesa
FAPES", com a
presença de
representantes
de todos os
interessados no
Plano de
Previdência, a
fim de discutir
a estrutura do
Plano de
Benefícios, seus
riscos,
viabilidades e
possíveis
adequações à
atual conjuntura
político-econômica.
Seria o Fórum um
possível caminho
para a Mesa
FAPES?
AS –
Entendo que
qualquer
iniciativa que
aproxime a FAPES
dos
participantes é
positiva. Quanto
ao formato
somente o tempo
irá dizer qual é
o mais adequado.
V –
Alguma mensagem
para os
participantes da
Fundação?
AS –
O Conselho
Deliberativo da
FAPES tem três
novos
integrantes.
Além dos dois
eleitos (eu,
pelos ativos, e
o Paulo
Libergott, pelos
assistidos), o
BNDES indicou o
Gabriel Visconti
para compor o
colegiado. Os
novos
integrantes,
juntamente com
Jorge Claudio,
Selmo Aronovich
e Gil Bernardo,
têm um grande
desafio pela
frente. Conforme
destacamos nas
conversas que
tivemos com os
participantes
durante a
campanha, este
ano é muito
importante, os
participantes
têm que se
organizar e se
mobilizar em
torno deste
tema. Se não
formos capazes
de construir uma
solução com
diálogo, postura
construtiva e
responsável,
alguém vai fazer
isso por nós.