A
Assembleia Geral
Extraordinária
dos
empregados do
Sistema BNDES,
ocorrida na
última
segunda-feira
(23), no térreo
do Edserj,
aprovou a 4ª
proposta do
Banco para o
Acordo Coletivo
de Trabalho de
2014. Mesmo
pondo fim a um
processo
negocial que já
durava quase
sete meses, a
Assembleia que
encerrou a
negociação do
ACT não foi das
mais pacíficas.
Os preparativos
da AGE
transcorreram de
modo tranquilo,
com o
credenciamento
habitual dos
interessados e a
distribuição de
cédulas
iniciando-se às
12h30, com duas
horas de
antecedência.
Apesar do clima
tenso entre
defensores e
opositores da
proposta,
eventuais
diferenças não
foram o
suficiente para
prejudicar os
trabalhos da
Assembleia.
Muitas vezes,
não se tem
conhecimento da
complexidade que
é a organização
de uma
Assembleia e de
quem participa
neste processo.
Na preparação
das AGEs tudo se
desenvolve numa
ação coordenada
que envolve a
AFBNDES e a
Administração do
BNDES.
Após a abertura
da Assembleia,
feita pelo
presidente do
Seeb-Rio (Sindicato dos
Bancários),
Almir Aguiar,
que pela
primeira vez
participava de
uma atividade da
negociação 2014,
funcionários do
Sindicato
recolheram as
listas de
presença
disponibilizadas
pela AFBNDES,
dando por
encerrado o
credenciamento
dos interessados
e assumindo,
desta forma, a
condução da
reunião.
Seguiu-se
bate-boca entre
participantes da
AGE, tanto
ativos como
aposentados, e
membros das
entidades
sindicais.
Diante da recusa
do Sindicato em
rever seu
posicionamento e
até de
submetê-lo à
plenária, a
AFBNDES optou
por retirar a
sua estrutura.
Após um tempo, o
credenciamento
foi retomado, de
modo precário,
disponibilizando-se
fila única, sob
responsabilidade
do Sindicato.
No início dos
trabalhos,
apresentou-se
abaixo-assinado
subscrito por
mais de 60
empregados,
contendo duas
questões de
ordem acerca:
(i) da não
indicação, no
Edital de
Convocação da
AGE, da data de
início da greve
em caso de
rejeição da
proposta do
Banco; e (ii) da
legalidade ou
não do voto dos
colegas
aposentados. Sobre a
primeira, o
presidente do
Sindicato
declarou
entendimento de
que todas as
formalidades
estariam
atendidas, mesmo
diante da
contradição
frontal à
orientação
sempre dada pelo
próprio Seeb-Rio
(de que era
necessário
constar do
Edital da AGE a
data de início
da greve). Já
sobre a segunda,
o presidente do
Seeb-Rio
respondeu que
não iria
discuti-la,
entendendo que o
estatuto do
Sindicato daria
respaldo ao voto
dos aposentados
na Assembleia.
Assim, em
procedimento
inédito, não
houve
deliberação da
plenária a
respeito das
questões de
ordem
suscitadas. E
não foi sequer
permitido que os
colegas
apresentassem a
fundamentação
das questões, ao
arrepio das
garantias
mínimas do
contraditório e
da participação
com voz aos
interessados.
Em meio a vaias,
aplausos,
agressões
verbais e
bastante
confusão, foram
apresentadas
apenas duas
falas a favor e
duas contra a
proposta das
Empresas para o
ACT. Mesmo os
defensores da
aprovação
ressaltaram que
os termos finais
do Acordo não
eram bons, mas
justificaram sua
posição alegando
o cansaço do
corpo funcional,
incompatível,
segundo eles,
com a
deflagração de
uma greve por
tempo
indeterminado
com
possibilidade de
dissídio
coletivo.
Vale destacar
que, em que pese
a exigência
legal da
presença do
Sindicato, a
Assembleia é do
próprio corpo
funcional. A
presença da
AFBNDES e do
restante da
Comissão de
Empregados não
pode ser
ignorada pelo
Seeb-Rio, que
por mais de uma
vez cometeu a
arbitrariedade
de impedir que o
presidente da
AFBNDES,
Fabricio
Carvalho, e
outros colegas
se dirigissem à
plenária.
Seguiu-se a
votação secreta,
sob a
organização
unilateral do
Sindicato. Para
realizar a
contagem e
apuração dos
votos, a
entidade
sindical decidiu
utilizar a área
dentro do
foyer
("aquário") do
térreo,
limitando quem
poderia
acompanhar o
processo, quando
normalmente tais
procedimentos
são realizados
em local aberto
e franqueado a
todos. O
Superintendente
da Área de
Administração,
Carlos Roberto
Haude,
interpelou o
presidente do
Sindicato,
defendendo que
aquele era um
espaço público e
não podia ser
fechado
deliberadamente
por alguém
externo à
instituição. Em
mais um episódio
lamentável, o
Sup/AA foi
destratado pelo
presidente do
Sindicato, com
voz alterada e
dedo em riste,
sendo necessária
a prudente
intervenção da
equipe de
segurança do
Condomínio.
Já com grande
desgaste, houve
a proclamação,
pelo presidente
da AFBNDES, para
os que
acompanhavam a
apuração, do
resultado das
urnas: aprovação
com 1.422 votos,
havendo 659
votos pela
rejeição, 10
votos em branco
e 12 nulos.
Assinaram a
lista de
presença da AGE
um total de
2.206 pessoas,
entre ativos e
aposentados,
sendo computados
2.103 votos.
Ao final, o
Sindicato se
retirou,
repetindo a
proposta de
transferir
nossas futuras
Assembleias para
a sua sede,
ficando mais uma
vez registrado
que a AFBNDES é
totalmente
contrária e não
vê razoabilidade
em tal
proposição.
"É vida que
segue" –
destacou
Fabricio
Carvalho,
presidente da
AFBNDES, ao
final da AGE. "O
mais importante
é garantir o
respeito ao
resultado e
promover a
reconciliação
entre os lados.
A discórdia não
faz bem à Casa.
Os debates
precisam ser
retomados com a
cabeça erguida e
com
tranquilidade."